Arlene Amorim – Retificação do Horário de Nascimento

Técnica Aplicativa

A Técnica aplicativa tem como base as ferramentas utilizadas na interpretação das figuras horárias. Conceitos como casas derivadas, aspectos aplicativos e separativos, traslação de Luz e antiscias, são amplamente mencionados nos dois volumes dos livros destinados a explicar suam metodologia.

O raciocínio que nos leva a retificar o horário de nascimento, ainda que requeira uma cuidadosa atenção e interpretação, segue os passos da Lua e observa o giro da mandala zodiacal a cada aspecto perfeito que ela realiza. Outros planetas podem realizar a traslação de luz e nos levar a precisas retificações, porém geralmente é a Lua que orquestra todo movimento.

O raciocínio que me levou a desenvolver a técnica é simples e lógico:

“Se tudo na Arte Horária se efetiva a partir de um aspecto aplicativo exato, deve haver no céu um último aspecto que leve o evento da morte à perfeição; e se é verdade que nascemos no Ascendente, então este último aspecto aplicativo – que poderia ser considerado como um “fechamento de porta” – terá que apontar para o grau do Ascendente, pois esta será a porta a ser fechada”.

Não se faz necessário que alguém morra para que seu mapa seja retificado. Todo evento de finalização nos possibilitará uma retificação.

Chamo de eventos de finalizações todos os acontecimentos que provocam mudanças na vida do nativo: Casamento, nascimento de um filho, morte de um dos pais, formatura, aposentadoria, a primeira viagem tão sonhada para o exterior, separações conjugais, entre outros.

A técnica aplicativa também nos possibilita fazer predições precisas usando apenas as Revoluções Solares anuais.

Com o intuito de ilustrar a técnica de retificação, utilizarei o mapa da Princesa Diana como exemplo:

Primeiro passo, analisar seu Mapa Natal.

 

Segundo passo, analisar seu Mapa de Antiscia:

 

 

Terceiro passo, analisar seu gráfico com o grau da SAN:

 

–  Quarto passo, verificar o céu da sua morte e encontrar o último aspecto aplicativo, aquele que significará sua partida e nos apontar o grau ascendente:

 

–  Quinto passo: Toda morte ocorre com uma oposição, seja no próprio dia do evento ou através de uma comparação entre o céu do evento e o mapa natal, então, se a oposição no céu da morte da Princesa foi a Júpiter, vamos observar o aspecto exato:

 

Interpretando a mecânica das mandalas observadas:

Observando o Mapa Natal com o intuito de achar seu grau Ascendente através do evento da morte, observamos que a Lua se encontra conjunta ao Nodo Sul, o que geralmente sugere uma fatalidade, e em signo interceptado (algo sem solução, sem saída).

Considerando que a Lua governa Mercúrio e o Sol, e que é regente da casa 08, onde, inclusive, a Fortuna também se encontra no eixo interceptado, fica evidenciado que há algo em seu destino que envolve uma perda (casa 08), que vem através de uma fatalidade (Lua/Nodo Sul), que comprometerá sua vitalidade (Sol) e tudo que diz respeito a Mercúrio (casas 7 e 9), tendo em vista que a Lua está governando este planeta. Outra coisa que chama atenção em seu mapa natal é a situação do planeta Vênus, não só por sua conjunção a estrela Algol, mas também porque a Lua separa-se de uma quadratura a Vênus, antes de se aplicar ao Nodo Sul.

O Mapa de Antiscia pode ser comparado a outra “banda da laranja” quando precisamos esmiuçar o que buscamos. Vênus e a Fortuna no Mapa de Antiscia estão respectivamente em conjunção a Vênus e a Fortuna do Mapa Natal, o que nos sugere uma correlação no que concerne a essa fatalidade. Concomitantemente, Mercúrio e o Sol aparecem da casa 7 no Mapa de Antiscia, sugerindo que sua vida (Sol) estaria governada pelo regente da casa 7 (Mercúrio), sendo este o significador do outro, do outro Pais, e das viagens internacionais (casa 9).

O gráfico com o grau da SAN é um esboço daquilo que temos como destino. Acreditando nisso, gosto de observá-lo e sempre encontro em sua mecânica, posições que ratificam minhas suspeitas. Observar a presença de Vênus na casa 8, por exemplo, confirma minha suspeita em que ela fará parte do processo de retificação.

Quando aplicamos, no céu de sua morte, a oposição da Lua a Júpiter (regente do seu Ascendente Natal), surge na casa 8 seu signo Ascendente. Concomitantemente, surge no Ascendente o grau do seu Ascendente Natal. Então, essa técnica comprova (há vários outros exemplos nos dois livros) que a mandala não nos confunde, ao contrário, nos leva a um raciocínio muito lógico:

Se seu Ascendente Natal é regido por Júpiter, em sua morte a oposição foi ao planeta Júpiter e surgiu na casa 8 seu Ascendente Natal.

Entretanto, no céu de sua morte, a Lua, após a oposição a Júpiter, ainda realizou um aspecto a Vênus (exatamente como suspeitava):

 

No aspecto a Vênus, Júpiter, regente do Ascendente Natal, aplica-se a casa 9 (casa 3 da 7 – casa da locomoção do outro País), retrógrado (impedido), quando sua vida chega ao fim (Sol no fim das coisas – casa 4 – governado por Mercúrio que, por sua vez, encontra-se retrógrado e indo em direção ao Sol/muito aflito).

Assim, essa técnica, apesar de requerer uma interpretação, não se baseia em achismo, e sim nas informações que a mandala emite, em seus diversos giros, quando dos aspectos aplicativos.

A mandala astrológica é tão perfeita, que se aplicarmos a Lua ao eclipse que se aproximava no signo de Virgem, aspecto que sinalizou o fim de sua vida (casa 4), teremos o seguinte:

 

Surgirá no Ascendente o grau exato do seu Sol Natal.

 

Arlene Amorim – Astróloga.

Atualmente seu maior foco é na área da pesquisa, mas atende interpretando mapas natais, predições anuais e interpretando mapas horários.

Autora da Técnica Aplicativa apresentada em dois volumes:

Retificação do Horário de Nascimento, utilizando as ferramentas da Arte Horária;

Retificações, Técnica Aplicativa.

Seus livros estão disponíveis para venda na Amazon e no Clube de Autores.

Telefone para contato – 51 996570209

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