Isabel Parreira and Alexandra Rua – Astrolovers III

O que têm os estudantes e profissionais de astrologia em comum?

PERÍODO DE PROFISSIONALIZAÇÃO como ASTRÓLOGO

DIRECÇÕES SIMBÓLICAS

Este tema abrange o momento em que os referidos 25 astrólogos, que permanecem no anonimato, informaram que assumiram a profissão de astrólogo publicamente. Encontrámos aqui, uma média de 59% dos astrólogos têm uma DS no ano em que assumiram a profissão de astrólogo – e, acima da média, os seguintes padrões que se podem traduzir:

  • DS a Vénus79%: uma descoberta de um novo campo de valorização e de uma nova forma de nos relacionarmos com o outro e com o mundo; e,
  • DS à Lua 75%: uma descoberta da nossa sensibilidade, intuição e memórias inconscientes passadas.

TRÂNSITOS

No momento do compromisso profissional com a Astrologia, encontrámos, a título de trânsitos, grandes padrões! Vejamos, são os seguintes:

JÚPITER

No que respeita a trânsitos do planeta Júpiter, a média encontrada foi de 75%. Portanto, acima da média temos:

  • Júpiter em trânsito com Nodo Norte com 100%: Repete-se muitas vezes a quadratura (33%). Poderá querer assinalar o encontro destinado entre o Propósito de Vida e o Conhecimento Superior, como a prática da Astrologia como profissão; e,
  • Júpiter em trânsito com a Lua com 88%: Aqui encontramos o padrão do aspecto do sextil (48%). Este aspecto confere optimismo e generosidade empática com os outros, oferecendo-lhes suporte emocional em busca do significado da vida e do seu lugar no mundo.   

SATURNO

Em relação a trânsitos de Saturno, a média encontrada aqui foi de 44%. Acima desta média, encontrámos os padrões de trânsitos seguintes:

  • Saturno em trânsito com o Nodo Norte com 67% – O aspecto mais frequente é o sextil (32%). Poderia arriscar-se dizer que se trata de um momento kármico de destino assumir esta profissão, ficando assegurada a sua realização pessoal e profissional; e,
  • Saturno em trânsito com o Sol com 63%: Predomina aqui o sextil (47%). Assinala um período harmonioso de consolidação da identidade e da estrutura do seu self, no sentido construtivo do seu ser como uma referência ou autoridade respeitada na sociedade.

URANO

No que respeita Urano, a média de trânsitos encontrada foi de 11%. Como tal, acima da média encontrámos trânsitos de Urano a:

  • Saturno com 25%: O aspecto mais encontrado é a oposição (33%). Traduz-se num momento de desafios quanto a responsabilidades e de quebras com o passado. Por vezes, pode existir alguma dificuldade em aceitar restrições à liberdade individual. O aspecto particular da oposição revela tensão consciente e bipolar na ruptura de padrões antigos, abrindo o caminho para novas formas de responsabilidade.

PLUTÃO

Abordando os trânsitos do planeta Plutão, encontrámos uma média de 7% e não considerámos relevante. 

NODO NORTE

No que respeita ao Nodo Lunar Norte (NN), a média aqui é de 40%, bastante relevante. Acima da média encontrámos:

  • NN em trânsito a Mercúrio com 63% – O que mais se repetiu aqui foi o sextil (47%). Pode ser o encontro com uma nova linguagem e forma de comunicar, propiciando o encontro com o seu Propósito de Vida.

PROGRESSÕES SECUNDÁRIAS

Realçamos que encontrámos acima da média – 3% dos astrólogos têm uma progressão secundária (PS) no ano em que iniciaram a prática profissional de astrologia – sendo novamente a PS da Lua a mais relevante com uma média de 28%.

Acima desta média temos:

  • Lua progredida e ASC com 50%: Predomina o sextil (42%). Pode indicar período de maior popularidade e de boas relações com o meio ambiente. Há apoio da família a iniciativas pessoais.

A título de curiosidade, o ponto do mapa que sofre maior influência dos outros planetas na técnica das progressões secundárias, no período do compromisso profissional com a Astrologia, é o ASC com 67% – pode, quiçá, revelar uma nova imagem de si mesmo e perante os outros.

BIBLIOGRAFIA:

 – “A evolução através das Progressões” de Celisa Beranger, Edição Espaço do Céu, 1998;

 – “Planets in Transit – Lyfe Cycles for Living” de Robert Hand, Schiffer Publishing, Ltd, 1976 & 2001;

– “Os Nódulos Lunares – Astrologia Kármica – I” de Martin Schulman, Editora Ágora,1941; 

 – “A Carta” de João Medeiros, Editora Lua de Papel, 2003.

Isabel Parreira e Alexandra Rua – membros da ASPAS- Associação Portuguesa de Astrologia

Artigo publicado na edição Primavera/Verão 2017 do Jornal Astrológico 4 Estações

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