Luís Resina – Fundação e Templarismo (II Parte)

Portugal – O Mito, terra de heróis (Templários)

No ano de 1128 deu-se a Batalha de São Mamede onde se afirmou a supremacia de Afonso Henriques e dos barões do Douro que conseguiram gorar as pretensões de aliança entre o conde galego Fernando Peres de Trava e Dona Teresa.

Batalha de São Mamede 1128 – 24 de Julho 1128

Aspectos mais relevantes: Sol a 8º de Caranguejo em conjunção com Mercúrio, Saturno Neptuno e Júpiter em Balança. Poder-se-ia supor que tenha havido um acordo entre Afonso Henriques e sua mãe no sentido de esta abdicar das suas intenções de alimentar a facção galega (a Lua em Touro encontra-se exaltada é regente do Sol que está em Caranguejo e esta está em aspecto de sextil com o mesmo). Nesta carta do céu temos o Sol a 8º de Caranguejo que é o grau e o signo do ascendente de Portugal elaborado por Fernando Pessoa! Podemos assim dizer que Portugal começa a nascer a partir da batalha de São Mamede.

Como nota de ressalva, saliento que nas grandes revoluções da história de Portugal, esta faixa do 8º a 12º de Caranguejo, está fortemente posicionada ou aspectada, nomeadamente por um ou mais planetas da Cruz Cardinal! 

O desfecho desta batalha foi decisivo para se implantar um estado de espírito num grupo que aspirava passar de um Condado a Reino. A partir daí iria se dar a fusão das terras da Galécia com parte das da Lusitânia sob o nome de Portugal, este é etimologicamente derivado do condado Portucalense ou Portocalis. 

Ainda neste mesmo ano de 1128 o Papa reconhece oficialmente a Ordem do Templo e Dona Teresa doa a povoação de Soure aos Templários que mais tarde será oferecida a Gualdino Pais (4º Grão Mestre da Ordem do Templo) por Afonso Henriques.

1131- Construção do Mosteiro de Santa Cruz (Ordem dos Cónegos Regrantes de Santo Agostinho) em Coimbra.  A partir de 1131/32, a capital do Condado/Reino desloca-se de Guimarães para Coimbra.

Conjunção de Urano/Neptuno a 27º de Balança

17 Outubro 1136 – Coimbra  

Data e ano extremamente significativo na fase VII que vai de 1080 a 1260, marcando os primeiros encontros entre o Ocidente e o Oriente através das cruzadas. O dia 17, número associado a Portugal foi o dia da conjunção exacta de Urano e Neptuno a 27º da Balança. 

No dia 25 de Julho de 1139,na Batalha de Ourique com o Sol no signo do Leão, D. Afonso Henriques é aclamado rei de Portugal pelo seu exército e a partir de então não mais deixa de utilizar esse título.  A Consagração de Portugal à expansão e à divulgação da fé cristã. O Milagre de Ourique, a Escatologia do Cristianismo Universal ligado à Missão de Portugal; o Cristianismo messiânico português sobrepõe-se ao Judaísmo, como o anunciador e difusor do Reino do Paracleto – em demanda do Reino do Prestes João.

Batalha de Ourique – 25 de Julho 113

Aspectos mais relevantes: Sol em Leão, Júpiter em Balança conjunção com a Vénus do mapa de 1136. Conjunção Vénus-Lua a 10º de Caranguejo alinhada com o ascendente de Portugal, Nó Lunar Norte em Balança no grau da conjunção Urano-Neptuno do mapa de 1136 e Neptuno em conjunção com o Sol do mapa de 1136!

Afonso Henriques coloca o reino sob a proteção da Virgem, por meio de uma promessa solene, feita com o consentimento de seus vassalos e assinada na Catedral de Lamego, no dia 28 de abril de 1142. Assim, esta data é considerada como a do batismo de Portugal, e foi chamado, a partir daí, de “Terra de Santa Maria” . Marie De Nazareth

28 de abril de 1142 – Lamego

A Lua encontra-se exaltada em Touro e o Nó Lunar Norte está situado no signo da Virgem! O signo de Touro conectado a Ísis está ligado aos ciclos marianos desde os primórdios da nacionalidade até ao fenómeno de Fátima.  

5 Outubro 1143 – Tratado de Zamora – O imperador Afonso VII reconhece oficialmente o título real a Afonso Henriques, não prescindindo, porém, da sua vassalagem. Por outro lado, antes da assinatura do Tratado, numa cerimónia discreta ou oculta, o cardeal Guido de Vico aceita a homenagem de Afonso Henriques, libertando-o do jugo de Afonso VII.

5 de Outubro de 1143

Saturno em Carneiro, representante da autoridade temporal está em trígono à Lua situada em Leão (Afonso VII) e em quadratura ao ascendente Caranguejo de Portugal (reconhecimento do reino mas com as limitações da vassalagem). Esta Lua em Leão está em conjunção com o Nó Norte em Leão (reconhecimento do que já era) e em sextil ao sol em Balança que representa neste caso Afonso Henriques. 

1 Maio de 1144, Bula Devotionem tuam de Lúcio II – O Papa aceita a vassalagem de Afonso Henriques (o que o liberta da suserania do imperador hispânico), mas intitula-o dux portucalensis.

1 de maio de 1144 – Coimbra

A fundação da Abadia de Santa Maria de Alcobaça (Ordem de Cister) e respectiva Carta de Couto datam de 8 de Abril de 1153. Neste dia, a Lua encontrava-se em Virgem e a Vénus em Touro, deste modo temos a presença do feminino exaltado nesta data.

1 Março 1160 – É lançada a primeira pedra de Fundação da Charola de Tomar do Convento de Cristo. “A construção do Castelo de Tomar iniciou-se em 1 de Março de 1160, conforme inscrição epigráfica apresentada em seus muros. Na mesma altura, iniciou-se a construção da Charola, posteriormente adaptada a Capela-mor, uma das edificações templárias mais importantes no Ocidente” (wikipédia). 

Gualdino Pais fundou o Convento de Cristo e o Castelo de Tomar tornou-se o quartel-general dos Templários no reino.

1 de Março de 1160 – Tomar

Mapa da Missão da Ordem do Templo em Portugal – o Portugal Oculto. Particularidades deste mapa:

  • A relevância do número 17 – o número que está intrinsecamente ligado à missão espiritual de Portugal. Não só o Sol se encontra em aspecto de conjunção com o Nó Lunar Sul a 17º de Peixes (o karma e missão a cumprir levando em consideração o Nó Norte Lunar em Virgem), assim como os aspectos do Sol biseptil (102º) a Júpiter e Mercúrio biseptil a Saturno derivam do número 17 (102=17×6).
  • Outro padrão interessante neste mapa é o triângulo isósceles formado por Marte com Sol e Urano, o novil entre Sol e Urano é focalizado através dos quadrinovis com Marte. Este dedo que aponta através de Marte é complementado pela oposição deste a Mercúrio que se encontra no mid-point entre Sol/Urano. Para além disto Plutão faz um bi-novil com o Sol e um outro com Marte o que vem acentuar os processos de iniciação e purificação associados ao novil e ao número 9. A configuração assente no novil e coloca em relevo o número 9, o número dos fundadores da Ordem do Templo! Muito haveria para dizer sobre este tema, mas para já deixemos esta matéria para um artigo mais especializado.

Ainda só para terminar queria realçar que se fizermos o mapa da Lua Nova anterior ao nascimento este coincide com o ano de 1139/1140, o ano da batalha de Ourique e o início da utilização do título de Rex por Afonso Henriques!

Já falámos da importância do número 17, que na linguagem do Tarot corresponde ao Arcano da Estrela, o qual nos remete para algo que se poderia designar por “Profecia Lusitana”! 

Falemos então um pouco do signo de Peixes na relação com Portugal. Sabemos que o signo consignado à região portuguesa desde os tempos Ptolemaicos tem como exaltação o Planeta Vénus, como regentes exotéricos Júpiter (expansão pela fé) e Neptuno (o Senhor dos Mares), e como regente esotérico Plutão, este relaciona-se, com uma tradição antiga conhecida como Ofiúsa – a terra da Serpente.

Segundo a Teoria das Idades, Portugal nasce no período de apogeu da Era de Peixes. Período de 2160 anos, ligado essencialmente à natureza do 6º Raio – o raio da devoção e do idealismo. Nasce como nação, expressão da Alma Colectiva, no momento em que o herói irrompe da consciência de massa, incarnando em si o arquétipo inconsciente da sua raça, dando forma e sentido ao propósito que estava latente. Arquétipos, sonhos e ideais desenvolvem-se com as suas peculiaridades, com o seu sentido específico, mais em determinadas regiões do que outras, mais em determinados povos, famílias, indivíduos… De um condado forma-se uma nação, um espírito colectivo unido por uma fé, um rosto que se prolonga no mar. Com o olhar no infinito, do ponto mais ocidental do velho continente europeu forjaram-se as naus direccionadas para o futuro – o das Índias Ocidentais. O simbolismo duplo do signo de Peixes alude ao fenómeno bipartido das Descobertas: um dos peixes nada para o passado, para o oriente, para a saudade, para a nostalgia das origens; o outro nada para o futuro, para o ocidente, embrião do novo ciclo a começar. 

Os Templários, depositários de uma tradição ancestral, souberam reconhecer as particularidades deste Espaço Sagrado, “Portus Cale” ou Porto do Graal, “Lusitânia” ou Terra da Luz. Juntamente com determinadas personagens da Casa de Borgonha, Árabes e Judeus Iluminados, constituiu-se então a vanguarda do pensamento esotérico português. Mais tarde, sob o nome da Ordem de Cristo, este projecto ganha forma, fazendo de Lisboa a capital cosmopolita da Europa. A correcta utilização dos chamados conhecimentos Herméticos, como a Numerologia, a Geometria Sagrada, a Astrologia, a Cabala…são reveladas nas principais obras de Arquitectura da época. Assim, os lançamentos da primeira pedra nos casos de fundações de Igrejas e Monumentos tal como no acto de apadrinhar as Caravelas seguiram as leis da Astrologia Electiva, isto é, a escolha do momento adequado para um determinado propósito. Nesse sentido, a linguagem astral permitiu, pela lei da analogia e das correspondências, situar também a natureza e a qualidade da energia de uma determinada específica região. Fez-se o paralelismo entre as correntes cósmicas traçadas pelas estrelas, planetas e constelações, com as respectivas correntes telúricas, que são autênticos veios de circulação energética na crosta terrestre. Foi seguindo estes filões energéticos que a Ordem dos Templários elaborou a construção das suas fortalezas. 

O expansionismo aquoso Lusitano tem na alma a congregação e a fusão dos povos. 

” Ser plural como o Universo, Ser tudo e todos” 

como na visão de Pessoa. Estas raízes já se encontram presentes na altura da fundação do Reino, mas assumem corpo e expressão ao longo da Dinastia de Avis.

Alguns momentos significativos na I Dinastia ligado aos ciclos dos planetas em Peixes:

1168 – Conjunção de Júpiter/Úrano a 8º de Peixes – D. Afonso Henriques doa um terço das terras conquistadas aos Templários

1172 – Conjunção de Saturno/Úrano a 22º de Peixes – Trasladação de Sagres para Lisboa dos restos mortais de São Vicente

1204 – Conjunção de Júpiter/Neptuno a 24º de Peixes – D. Sancho I é excomungado por se opor ao clero e a Roma

1251 – Conjunção de Júpiter/Úrano a 4º de Peixes – Reinado de D. Afonso III – a conquista do Algarve e a passagem da capital de Coimbra para Lisboa

1310 – Conjunção de Júpiter/Plutão a 3º de Peixes – Ordem de prisão dos Templários em França
1312 – Extinção da Ordem dos Templários em Portugal

1318 – Conjunção de Saturno/Plutão a 12º de Peixes – Fundação em Tomar da Ordem de Cristo em 1319 no reinado de D. Diniz

1322 – Conjunção de Júpiter/Plutão a 17/18º de Peixes – O papel mediador da Rainha Santa Isabel para alcançar a paz entre D. Diniz e D. Afonso seu filho

Plutão em Carneiro, o Ciclo dos Heróis 

1090 – Conjunção de Úrano e Plutão a 0º Carneiro. Chegada dos Condes de Borgonha à Península Ibérica, ainda com Plutão neste signo temos o nascimento de D. Afonso Henriques.

1333 – Ingresso de Plutão a 0º Carneiro. Reinado de D. Afonso IV (o Bravo), desenvolvimento da marinha mercante que levou à descoberta das Ilhas Canárias. 

1333 a 1361 Plutão em Carneiro – Guerra dos Cem Anos; D. Pedro e D. Inês de Castro, nascimento de D. João I e Nuno Álvares.

1367 – Início do Reinado de D. Fernando I (o último da dinastia de Borgonha e o nono rei de Portugal). Um dos aspectos mais importantes do seu reinado foi a criação da Companhia das Naus. Morre em 1383 provocando uma crise de descendência dando assim fim à 1ª dinastia.

Aspectos astrológicos relevantes: Cruz em T Mutável com Saturno em Gémeos oposto a Vénus em Sagitário quadratura a Marte e Nó Lunar Norte em Virgem e Nó Sul em Peixes.

Algumas notas sobre os Ciclos Fundamentais de Portugal pela Astro/Numerologia

  • Ciclos de Úrano (84 anos) 
  • 82:2 = 42 – Oposição
  • 84:3= 28 – Trigono
  • 84:4=21 – Quadratura
  •  84:5= 16,8 (17) – Quintil
  • Revolução 84 anos
  •  84×2=168
  •  84×3=252
  • 252×4=1008 =84anos x12
  • Ciclo de 1008 anos 
  • 1008»360º
  • 84 anos » 30º
  • 2,8 anos» 1º (Mapa Fernando Pessoa, Osíris)
  • Mapa de Portugal (Fernando Pessoa)
  • 10º 55 » 30 anos Osíris
  • 1º »2,8 anos (progressão de Osíris)
  • 1978 » 27º de Balança
  • 30º = 83,25 Anos 1136 – 1388 – 1640
  • 1º Ciclo de Portugal (1ª Dinastia) 
  • 1131+252=1383
  • 1136+252=1388

Factos significativos por volta de 1388:

1385 – Batalha de Aljubarrota

1387- Casamento de D. João I com Filipa de Lencastre

1388 – Início da construção do Mosteiro da Batalha

Continua na próxima edição: “A II Dinastia à luz dos ciclos astrológicos”

Nota: a maior parte dos mapas aqui apresentados são erigidos para o meio-dia porque o Meio-do-Céu está ligado ao destino das colectividades

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *